Inteligência Artificial como aliada da Medicina Diagnóstica



Grupo Pardini tem projetos que trazem conceitos da Industria 4.0 e Internet das Coisas. As inteligências artificial e analítica vão ao encontro da genômica.

É um caminho sem volta. A Inteligência Artificial chegou há alguns anos para automatizar atividades operacionais, melhorar a experiência dos consumidores, oferecer assistência em tempo real, padronizar e facilitar a mineração de dados. Seu uso na área da saúde é relativamente novo, mas os resultados já demonstram o quanto pode agregar no setor, quiçá na Medicina Diagnóstica, auxiliando efetivamente na tomada de decisão do corpo clínico.

O mercado já se convenceu disso e os investimentos e soluções começam a crescer em ritmo exponencial. No Grupo Pardini, uma das maiores empresas de Medicina Diagnóstica do Brasil, os projetos de IA neste ano foram direcionados para a área de Diagnóstico de Imagem, Interoperabilidade, atendimento ao cliente e backoffice. Aumento de produtividade, foco no cliente e redução de custos foram otimizações obtidas. Já houve algumas evidências, que permitem auxiliar o médico em diagnóstico em Imagem. Mas ainda está em fase de experimentação para ser aplicada na rotina diagnóstica.

O maior investimento em tecnologia foi dedicado ao Projeto Enterprise. A IA está presente na automação, nos softwares e equipamentos técnicos das esteiras produtivas da nova planta laboratorial, fruto do projeto, que já está rodando em fase de teste. Prestes a iniciar a entrega para o mercado, o Enterprise representa a maior automação laboratorial do mundo, que vai praticamente dobrar a capacidade produtiva do Hermes Pardini. Maior qualidade, menor custo e diminuição no tempo do resultado do exame também são vantagens da sistematização. A iniciativa inovadora se traduz em benefícios para toda cadeia de valor na saúde: resultados mais rápidos, mais precisão e total rastreabilidade.

O paciente e sua jornada são a razão de ser da transformação e dos avanços. A transformação digital é o meio para a transformar o negócio e o cliente continua sendo o centro e a razão para que toda esta transformação ocorra. Esse cenário traz ainda uma mudança na cultura organizacional, na medida em que se busca uma aproximação simples, intuitiva e fluida de se relacionar com o cliente. A companhia recebeu uma menção honrosa do Facebook como a primeira empresa de saúde no mundo a disponibilizar resultados de exames e laudos, de forma segura, pelo WhatsApp. Isso demonstra na prática, o real interesse de dar maior fluidez ao relacionamento com os clientes.

Foi necessário investir fortemente no mapeamento da jornada dos clientes. A partir daí, tecnologias e boas práticas emergentes como IA, Machine LearningAnalyticsInteroperabilidade e Agile foram incorporadas ao dia a dia de trabalho, como meio para melhoria da experiência com o Grupo.

Grandiosamente, 90% de cerca de 8.000 exames oferecidos no portfólio da empresa já possuem automação de ponta a ponta. Agora, o próximo passo é aprimorar e fazer melhor uso de toda essa massa de terabytes gerados diariamente (são mais de 10 milhões de exames por mês). O Data Center suporta armazenar 2.000 tb, além da capacidade disponível em cloud privada.

correlação de dadosanálise preditiva e a personalização dos exames são os próximos caminhos da medicina diagnóstica. É para esse lado que o Grupo vai seguir. Além disso, neste momento a companhia trabalha em três novas unidades transformacionais de negócio que já nascem preparadas para a economia digital: Medicina Personalizada, Toxicologia e Anatomia Patológica. A orientação a dados e métodos ágeis completarão a transformação do negócio. Um menor custo para o sequenciamento genético, cruzamento de dados e maior velocidade de processamento deste mapeamento são exemplos de como a tecnologia pode contribuir.

Até onde a inteligência artificial pode chegar na atuação da medicina diagnóstica? Ela pode ajudar na literatura disponível nos quatro cantos do mundo, pode fazer a correlações de dados diversos (big data), sugerir ou indicar exames e tratamentos, dar suporte à decisão clínica. A visão de futuro é trabalhar a individualidade da saúde de cada paciente, com um alto grau de personalização que gere evidências de quem tratar, quando tratar e como tratar.

A segurança, claro, é um outro grande investimento. O Grupo tem uma área de cyber security dedicada exclusivamente a segurança de dados, de acordo com Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

fonte: https://saudebusiness.com/destaques/inteligencia-artificial-como-aliada-da-medicina-diagnostica/